Presidente Alexi Portela Júnior participa de encontro com Renan Calheiros em Brasília


O presidente do EC Vitória, Alexi Portela Júnior, liderou um grupo de dirigentes dos principais clubes do país no encontro com o presidente do Senado, o alagoano Renan Calheiros (PMDB), nesta quinta-feira, 3, em Brasília. Alexi integra a comissão criada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para discutir uma proposta que objetiva quitar as dívidas dos clubes das Séries A e B com a Receita Federal e Previdência Social.
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Acompanhados pelo senador Jorge Viana (AC-PT) e pelo deputado Marcelo Melo (PMDB-GO), os dirigentes pediram apoio do Congresso para quitação da dívida que gira em torno de R$4,8 bilhões, e o presidente do Senado prometeu conversar sobre o assunto com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
Ainda no encontro, os dirigentes agradeceram a aprovação pela Casa do Projeto de Lei de Conversão (PLV)  que possibilita aos clubes em atraso com a Timemania negociarem o retorno à Loteria Federal. O texto foi aprovado pelo Plenário na terça-feira (1 de outubro) e depende agora da sanção da presidente Dilma Rousseff.
Participaram do encontro no Senado, além de Alexi Portela Júnior, os presidentes do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, e do Botafogo, Maurício Assumpção, e o vice-presidente da CBF, Weber Magalhães.
Alexi Portela Jr., após a conversa com Renan Calheiro, presenteou o presidente do Senado com uma camisa oficial do clube e ouviu palavras de elogios ao clube rubro-negro.
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

No Senado, Alexi pede redução de taxas e liberação de bebida alcoólica


O presidente Alexi Portela Júnior participou do debate realizado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado, em Brasília, comandado pela senadora Ana Amélia (PP-RS) e com a presença de representantes das redes Globo e Bandeirantes e dos clubes.

Um dos pontos defendido por Alexi Portela Júnior foi relacionado às cobranças excessivas de taxas que os clubes são obrigados a pagar por jogo. Alexi defendeu uma adoção de políticas de incentivo aos clubes, principalmente para o pagamento de encargos sociais. Por falta de recolhimento do FGTS alguns clubes têm perdido jogadores porque gera a rescisão unilateral de contrato de trabalho.

– Pagamos ISS, taxa para a Polícia Militar, por exemplo – exemplificou o dirigente rubro-negro.

O dirigente defendeu também uma revisão nos critérios da Timemania, criada pelo Governo Federal para ajudar os clubes a pagarem as suas dívidas com o governo, e a  liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios, o que garantiria mais uma receita aos clubes.

Alexi Portela Júnior citou o exemplo do Estádio Governador Roberto Santos, em Salvador, cuja venda de bebida é liberada e não gerou aumento de violência.

Relatora no Senado da Lei Geral da Copa (lei 12.663/2012), que retirou a proibição durante a realização do Mundial de 2014, a senadora Ana Amélia disse que o assunto merece reflexão mais aprofundada. Para uma solução, sugeriu, devem ser ouvidos especialistas.

Os critérios de distribuição dos recursos das cotas de televisão destinados aos clubes de futebol também foram debatidos. Os representes dos clubes foram unânimes em reconhecer o aumento expressivo no valor das cotas e na comercialização dos direitos relacionados ao futebol. Pediram, no entanto, ajustes baseados em critérios esportivos para a distribuição dos recursos.

– Se não fosse a parceria com as tevês, o futebol estaria literalmente quebrado. Para se ter uma ideia, em 1995 o contrato era de R$ 50 milhões. Para 2012, o valor para série A é de R$ 1,1 bilhão – disse o senador Zezé Perrella, que presidiu o Cruzeiro por 20 anos.

Atualmente, as receitas de patrocínio da Série A do Campeonato Brasileiro são administradas pelos próprios clubes, sem a interferência da CBF. Até o ano passado, as negociações eram conjuntas, por meio do Clube dos 13, entidade que reúne os 20 principais clubes de futebol. Em 2011, foram firmados contratos individuais, o que gerou aumento de receitas para a Série A, mas agravou a disparidade entre os clubes da primeira divisão – em sua maioria das Regiões Sul e Sudeste – e os das séries B, C e D.
A situação gerou protestos do senador Paulo Davim (PV-RN), para quem a centralização dos recursos traz danos a todo o futebol brasileiro.

– A diferença condena os pequenos a serem sempre pequenos. Há quanto tempo o Nordeste não dá um craque ao país? As emissoras [de tevê] precisam ter essa sensibilidade. O futebol está empobrecendo e a seleção mostra isso. Deixamos de produzir craques, porque não há visão nacionalizada do futebol. Há quanto tempo um time fora do eixo Rio-São Paulo não conquista um título nacional? – questionou.

O senador Zezé Perrela argumentou que os recursos e, por conseqüência, os títulos do Campeonato Brasileiro, concentram-se no Rio e São Paulo porque são estados que detém a maior parte da atividade econômica do país.

O representante da Rede Globo, Marcelo Campos Pinto, negou que haja um processo de “espanholização” na distribuição das receitas do futebol. Na Espanha, mais de 70% da renda de tevê vão para os dois principais clubes, Barcelona e Real Madrid. Na Itália, as quatro maiores equipes ficam com 65% das receitas. O Brasil, afirmou o executivo, caminha no sentido oposto.

A distribuição dos recursos da Globo atende a critérios de audiência nacional e estadual em tevê aberta, a pesquisa anual de preferência por clubes, além de premiação relativa à colocação no campeonato do ano anterior. A fórmula, afirmou Marcelo Campos Pinto, garante o equilíbrio financeiro e técnico entre os clubes.