[O OLHA DA FELINA] E aí, o que vai ser?


O OLHAR DA FELINA

POR: Jéssica Gomes

Mais uma derrota fora de casa, mais uma derrota no campeonato e uma sequência incômoda e preocupante. Campeonato esse que começou para nós com ares de “será que dessa vez vai?!”. Particularmente, quando questionada, respondi que ainda era cedo, não dá pra fazer prognósticos no início do torneio, mas, claro, estava curtindo o momento e com melhores expectativas. Analisando um pouco, na verdade, não tínhamos grandes feitos, começamos empatando em casa, como visitantes ganhamos do Náutico, arrancamos um pontinho aqui, outro ali (coisa que nem temos conseguido mais), mas também deixamos de ganhar pontos importantes em casa, enfim, como estava tudo fluindo, mantínhamos uma boa posição. O que quero dizer é que, sei lá, só com isso não se sustenta uma boa posição, entenda-se dentro do (ou beirando o) G4, por muito tempo…

A queda de rendimento veio acompanhada por uma queda na qualidade do futebol, o que é óbvio em médio (dentro da escala de um campeonato) prazo. Parece que o destacado futebol de Maxi (falo dele pois é o nosso coringa) estava atrelado ao seu hermano Escudero (deixem Escudero voltar, por favor!), não que ele esteja mal, mas está sem opções, com o esquema “vamos mandar a bola lá pra frente de qualquer jeito” está difícil. Vejo muita gente criticando quando se fala que Nino faz falta, que nos contentamos com pouco (o pouco que pensam que ele é), mas é inegável que ele é uma opção de saída para o jogo. Enfim, por falar nisso, ainda temos que torcer para nenhum jogador ir parar no departamento médico…

E após as derrotas fora de casa… “em casa a gente resolve”. É, vencer as partidas que restam em casa resolve sim, dá pra fugir do rebaixamento com tranquilidade!

O trabalho de Ney Franco está começando agora, nem dá pra contar a derrota para o Flamengo, mas espero que ele tenha percebido as deficiências, quem deve estar no time titular (sem predileções), fora todas as questões de ordem tática que são suas atribuições, por isso mudamos, para isso ele veio. Não veio para fazer milagres também (mas se souber fazer a gente não se importa), pode dar uma arrumada e tal, mas sem “o 10” o trabalho fica sempre mais complicado. A não ser que ele tenha o poder de extrair/resgatar algum bom futebol de algum jogador que eventualmente tenha perdido/esquecido/abstraído, acho que esse cara não é Cajá, não é Camacho. Esse cara parece ser alguém que ainda não faz parte do elenco…

Mas e aí, o que vai ser? Vamos aos trancos e barrancos, sofrendo, contando com o “fator Barradão”, jogando pra fazer 45 pontos (antes da última rodada, por favor, que aí já é tortura demais para os nossos corações rubro-negros!)? Ou vamos consertar o que está errado, sair para jogar com a convicção de que não somos coitadinhos, que temos capacidade de vencer qualquer time em qualquer campo (ou ao menos vender caro uma derrota) e fazer uma campanha honrosa?

Espero ter uma ideia da resposta para essa questão nas próximas rodadas, e que seja positiva, claro! Em todo caso, como o próximo jogo é em casa, não custa nada lembrar que o título do Atlético Mineiro não vai entrar em campo, portanto vamos manter a dignidade e jogar como ao menos em casa sempre fazemos, sem medo de ninguém, aqui é Barradão!

[O OLHAR DA FELINA] É festa?


O OLHAR DA FELINA

Parece que virou brincadeira achincalhar a imagem do Esporte Clube Vitória! É jornaleco tendencioso, bloco de carnaval de bandinha de percussão… Parem o mundo que eu quero descer!

É aquela velha história, às vezes o respeito tem que ser adquirido, ou readquirido, na marra. Digo isso porque alguns desses episódios lamentáveis de desrespeito à instituição (inclusive por uma “parceira”, a Penalty) talvez pudessem ser evitados se tivéssemos alguém com pulso firme à frente da administração do nosso clube. Na pior das hipóteses, poderíamos bater no peito e dizer que com o Vitória não se mexe. Poxa, será que esses caras, na condição de torcedores, que dizem ser, não sentem nem um pouquinho de gana quando veem o Vitória sendo sistematicamente ridicularizado publicamente?

LMP-BASIS BANNER

Eu não consigo compreender qual a dificuldade em se posicionar de vez quando, responder aos anseios de justiça da torcida, brigar mesmo se for preciso. Infelizmente, tenho que me repetir quando digo que a inércia, a covardia, dessa diretoria me incomoda profundamente. Confesso que às vezes o que essa atual gestão faz de ruim pesa mais no meu conceito sobre eles do que o que eles fazem de bom. Simplesmente porque como torcedora apaixonada que sou, que tem sangue nas veias, orgulho, brio, não admito, jamais vou me conformar em ver ofenderem o meu Vitória impunemente.

Se eu tivesse o poder de mandar alguma coisa dentro clube jamais levaria esses desaforos para a Toca, e claro que esgotaria todas as medidas legais cabíveis, além de promover mídia negativa em cima deles mesmo, imagem é tudo e é disso que eles vivem, e vivem também do nosso rubro-negro dinheiro…

Mas não, nossos representantes só sabem aceitar prontamente qualquer “pedido sincero e sentido de desculpas”. Desculpa o caramba! Eu também sou, nós somos, o Vitória e eu não desculpo nada! Não desculpo e não esqueço!

“Estamos atentos e monitorando o assunto”? Pausa para contar até 10…100.

Eu lá quero saber quem errou (se não agiu de má fé, tentando aqui exercitar minha fé no ser humano, foi no mínimo extremamente incompetente), o ECV nada tem com isso, tem que cuidar dos seus interesses, não contemporizar!

E mesmo que assim fosse, um erro, se errar é humano (bom e velho clichê), arcar com as consequências dos erros também deve ser. As pessoas precisam aprender isso, pedir desculpas não apaga o que foi dito nem o que foi feito. Imagino que deve ter gente cuja opinião é de que não se deve dar maior importância do que eles merecem, é um ponto de vista, mas é bom saber que cada vez que eles saem incólumes nós ficamos desmoralizados. Além do que, ainda não transcendi a esse nível de frieza!

Que mais eu posso dizer? Essa diretoria não cansa de me decepcionar…

SRN

[O Olhar da Felina] Conta outra, Sr. Presidente!


Por: Jéssica Gomes

Que papo é esse de jogos experimentais na Arena Fonte Nova?

Eu não consigo captar qual o intuito disso, nem acreditar que já não está tudo definido…

Como boa cientista que sou, estou aqui tentando descobrir quais são as “variáveis” de interesse nesse “experimento”! Porque, sim, o estádio vai ficar lindo, de encher os olhos! A localização é, de fato, privilegiada! Um estádio nível Copa do Mundo, FIFA! E blá blá blá!

Eu quero um estádio melhor sim, com um acesso mais facilitado, mas também quero um estádio nível particular, nível com identidade. Um estádio em que eu possa grafitar nos muros os ícones do meu time, em que eu possa desenhar quantos Leões eu quiser, quantos escudos eu quiser, em que eu possa pintar escudo até na grama, vários se eu quiser, no qual eu possa pintar as arquibancadas, as cadeiras, de vermelho e preto, em cujas paredes eu possa escrever trechos do Hino do meu time, hastear uma bandeira, fazer o que eu bem entender!

E vocês (presidente, diretores, e sei lá mais quem), o que mais vocês querem? Por favor, expliquem, divulguem qual(is) a(s) vantagem(ns) disso tudo, quais os termos, o que vamos ganhar, quem vai ganhar. Sejam honestos, não nos apunhalem pelas costas! Vocês não são donos do Vitória, ao contrário, são uma parcela ínfima diante da grandeza dessa nação. Não é justo que tomem uma atitude tão importante para o clube e amanhã vão embora! E nós? Nós ficaremos, como sempre ficamos!

Eu não quero trocar o nosso Barradão, e não me digam para usar a razão, que o Barradão é afastado do centro, que o acesso é ruim e o transporte pior ainda, que o rival vai “ter” um estádio desse naipe e nós não. Eu não posso usar somente a razão, não posso esquecer o que ele representa para mim e o orgulho que tenho de dizer que vou ao meu estádio ver o meu time jogar… Mas eu estou usando a razão sim, claro, afinal, falando em negócios, o que iremos lucrar?!

Porém, se a torcida, legitimamente representada e ouvida, como deve ser, decidir por isso, ficarei triste mas terei que me conformar. Só não me conformo com arbitrariedade, com injustiça e com tentativas de afronta a minha inteligência!

Afinal, quem manda no Vitória, presidente, diretoria, conselho, jogador, comissão técnica, “imprensa”, Estado?!

Parece que apenas a torcida não tem vez no Esporte Clube Vitória, e isso me deixa profundamente angustiada… Será que só a mim?

E se a torcida não comparecesse nesses quatro jogos, qual seria o resultado do “experimento”?

[O OLHAR DA FELINA] G4 – Daqui não saio, daqui ninguém me tira!


Esse é o meu sentimento, e creio que de boa parte da torcida (excetuando-se os pessimistas crônicos,claro), que podemos confiar na vontade, na raça, e, por que não dizer, na qualidade desse grupo que estamos vendo, jogo após jogo, se doar em campo. Que a vaga é nossa, e que daremos o sangue por ela!

Diferente do que aconteceu no ano passado, em que apenas fomos meros visitantes no grupo dos que sobem, esse ano chegamos com a força de quem não vai se entregar, de quem não vai se contentar com pouco, atitude que sempre queremos ver no nosso clube. E é por isso, além da posição na classificação, que estou muito feliz com o que vejo, com os momentos que o Vitória tem nos proporcionado. Fixamos residência na “área nobre” até o fim da série B 2012!

Ano que vem estaremos de mudança… Merecemos um lugar melhor, mais do que isso, precisamos ser moradores notáveis no novo velho lugar de sempre, mas isso é papo para daqui a alguns meses…

Vaga encaminhada (é o que se desenha, e o que se espera, amém!), penso que vamos buscar o título, não somente, e simplesmente, porque queremos, mas principalmente porque podemos. E justamente porque podemos não devemos deixar escapar mais essa oportunidade! É um título, de um campeonato nacional, disputado, honroso e incontestável (como qualquer título, desde que ganho dentro das quatro linhas…), que será muito comemorado.

O nosso principal obstáculo no momento, para ser justa, vem se mostrando um time surpreendente, principalmente com o destaque de alguns jogadores. Não sei se tem fôlego para manter esse ritmo até o final, mas não podemos, e nem devemos, menosprezá-los. Temos que fazer a nossa parte (e secar, por que não?!), sobretudo vencendo, dessa vez, o confronto direto, que se dará daqui a algumas semanas, no Santuário. Estivemos por alcançar a liderança nas duas últimas rodadas. Procurando o lado bom, o Criciúma ajudou a manter dois postulantes (bom, o América RN, em queda livre, nem sei mais…) ao G4 um pouco mais longe, enquanto, esperamos, guarda o nosso lugar.

Deixa que tudo tem seu tempo, deixa tudo em tudo acontecer… (Jauperi).

P.S.1: Não pude acompanhar a partida como se deve ontem pois estava trabalhando (é, alguém precisa trabalhar para pagar minhas contas, e, por acaso, esse alguém sou eu! rs).  Pelo que vi, a boa impressão deixada na rápida participação de Willie no último jogo se confirmou. Atacante bom é atacante que faz gol(s), portanto, já gostei de William! Na próxima Sexta-feira estarei lá, se Deus permitir, nosso próximo adversário vem embaladíssimo, temos que tomar cuidado com o JEC, mas aqui é Vitória, aqui é Barradão!!

P.S.2.: Sobre a venda das camisas da campanha “Meu Sangue é Rubro-Negro”, vale ressaltar que não estava nos planos comercializá-las, não sei qual o impedimento da Penalty em fabricar em escala maior para que qualquer torcedor possa comprar (talvez a confecção do terceiro uniforme esteja dando muito trabalho, porque está quase virando lenda!). Porém, confesso que acho interessante, se a quantidade é limitada (inicialmente, dizem), a venda apenas para sócio-torcedores, não porque sou sócia, não sei se vou comprar, mas porque acho que o sócio precisa se sentir valorizado, diferenciado, VIP (de very important person, pessoa muito importante…). O Sou Mais Vitória precisa melhorar em muitos aspectos, mas também acho que pequenas atitudes, como essa exclusividade, além dos aspectos já citados de valorização do sócio, chamam a atenção da torcida para os benefícios (bom, a camisa vai continuar custando os olhos da cara, mas tudo bem rs) de se associar.

 

PS: Jéssica me enviou o texto na madrugada de quinta feira mas infelizmente não tive tempo para ler e publicar e por isso somente hoje está aqui no LMP.

300 MIL ACESSOS


OBRIGADO A TODOS VOCÊS!

Apenas 3 meses após chegarmos a marca de 200 mil, o blog Leão Minha Paixão bate seu record de visitas com a marca de 34 mil visitas por mês e agora ultrapassando a marca de 300 mil acessos, fico muito feliz com o crescimento do blog e agradeço muito a cada um de vocês que nos acompanha.

 

SRN

 

[O OLHAR DA FELINA] Desculpe o Auê!


Confesso, estou preocupada com o Vitória… Não pela derrota para o Bragantino em si, claro que não esperava que perdêssemos nossa invencibilidade dentro do Barradão, não só no campeonato, mas também na temporada, dessa maneira tão pouco épica. Essa rodada era crucial para assumirmos a ponta, haja vista a posterior derrota do líder. Mas não vou surtar! Perdemos, perderemos novamente, todos perderão; temos que tentar errar o mínimo possível, mas erraremos… Até prova em contrário a nossa campanha continua sendo muito boa e nos encaminhando aos nossos objetivos maiores, nada está perdido. Sabia que isso iria acontecer em algum momento, e também não vou bancar a torcedora que não admite, sob qualquer hipótese, perder para times frágeis e indefesos. Oi?! Times frágeis e indefesos? Menos, bem menos…

Óbvio que todo torcedor espera isso do seu time, estraçalhá-los sem dó nem piedade, imagina, vergonha é não vencê-los! Mas a vida real é um pouco diferente… Eu já comentei algumas vezes sobre as “artes” que o Vitória apronta, não posso negar. Mas sempre sigo a máxima de que cada caso é um caso, analiso assim, e acho que nesse contexto atual a derrota não é para tanto drama nesse sentido (“histórico”). Sempre queremos que o Vitória se imponha, sobretudo em casa, mas, infelizmente, nem mesmo a vida é sempre como queremos. Ou felizmente… Pois assim aprendemos a não nos irarmos sem medida, a não nos desesperarmos sem motivo, a perder, com classe.

Eu não gosto de perder, eu não gosto quando o Vitória perde, gosto menos ainda quando perde sob determinadas circunstâncias, eu fico triste, chateada, com raiva, desconfiada, como todos, sim, eu também sou de carne e osso. Mas não vou dar chilique, não por isso!! Há muito chão pela frente, a guerra continua. O Vitória continua, e continuará, incondicionalmente, sendo o Vitória, Esporte Clube Vitória, Leão da Barra, Rubro-Negro Baiano, Nêgo, e só!

A torcida vai fraquejar por tão pouco? Não posso crer!

Jamais, não essa grandiosa torcida que enfrenta obstáculos para ver o seu time jogar, que empurra o time pra cima do adversário, que faz seu estádio ser temido pelos “inimigos”!

Bom, talvez aquela torcida, aquela que não sabe muito bem o que fala, que é implicante, intolerante, ignorante, que age como estivesse fazendo um favor ao clube em ir ao estádio, e ao se sentir contrariada bate o pé que não vai mais, que não quer semear, que só quer voltar para colher… Ainda bem que essa torcida é pequena!

Mas sim, eu ando preocupada! Nosso rendimento vem caindo, não só no que diz respeito ao aproveitamento, mas também à produção em campo. Perdemos o nosso artilheiro (que muitos jamais admitirão fazer falta); nosso principal articulador, Pedro Ken, sendo visado, bem marcado, fora isso, não temos encontrado muitas alternativas criativas para sair para o jogo, talvez uma ou outra arrancada de Nino, muito pouco, precisamos produzir mais, finalizar melhor. Nosso comandante precisa rever isso urgentemente, senão continuaremos nesse sufoco. Devido à situação, a expectativa pela atuação de William é grande. Creio que algumas peças poderiam ser testadas, como Marco Aurélio, Eduardo Ramos, Arthur Maia. Também não vejo desculpas (de posicionamento) para Marquinhos errar quase todas as bolas que pega, desperdiçar chances claras de gol que recebe, diante da categoria que ele tem (ou tinha, sei lá) para bater na bola, esperar por lampejos de craque é complicado. E ainda teremos alguns desfalques muito importantes para a próxima rodada.

Realmente essa última partida deixou um saldo bem negativo, em vários aspectos, mas não tem tempo ruim, precisamos vencer!

Reage, Leão!

Se me chamar, eu vou…


… eu vou pra o Barradão, cantar pra o meu Leão, com muita emoção, eu vou, eu vou!! (Torcida Uniformizada Os Imbatíveis)

Bom, na verdade nem precisa me chamar, eu não preciso de convite, ninguém precisa ser convidado a ir para o Barradão, né não?! Mas, por desencargo de consciência, a nação está convidada, por que não dizer convocada, a comparecer e fazer a festa no próximo jogo do Rubro-Negro!

Sabadão, fim de tarde, aquele solzinho (mentira, principalmente ali do lado da TUI tem um sol pra cada um, mas tudo bem), se tiver chuva é bom que a gente pula mais, não tem programa melhor…

Os primeiros objetivos do ano não foram alcançados – o campeonato baiano, perdido por detalhes e, principalmente, pela péssima passagem de Cerezo por aqui e a Copa do Brasil, na qual poderíamos ter avançado mais-, mas alguém aí ainda se lembra disso? Parece que o ano começou para o Vitória com o início do Brasileirão da série B, sem dúvida o compromisso mais importante esse ano, e, diferente do decepcionante ano anterior, começamos como se deve, mostrando as garras, tirando o favoritismo do papel e colocando em campo.

Fora um tropecinho aqui, que faz parte, claro, um tropeção ali, estamos fazendo uma campanha até certo ponto surpreendente(apesar de ser essa a postura esperada, mas diante das últimas desilusões…), um ótimo aproveitamento, estamos há oito rodadas firmes no G4, há cinco rodadas só vencendo, nos calcanhares do líder; são nove vitórias em doze jogos, nosso ataque não passou em branco em nenhum jogo. E pra acabar com qualquer dúvida da consistência da nossa campanha, vencemos o outro time mais tradicional do campeonato, que apesar de não fazer a campanha que se esperava é um mandante que faz prevalecer a sua força, num clássico de primeira divisão!

Mas o mais notável, até para o mais otimista dos torcedores, é ver o Vitória fazendo uma campanha espetacular nos jogos fora de casa, são sete jogos e cinco vitórias… Bom trabalho de Carpegiani (e quem mais venha colaborando), por criar esse espírito nos jogadores, isso tem que vir de cima, os jogadores por si sós não vão resolver dar o sangue pelo time se não são estimulados e comandados para isso.  Ah que sonho, um time destemido, aguerrido, com autoestima elevada, do tamanho do Vitória!

Some-se a isso a conspiração dos céus a favor de quem se esforça e ao domínio absoluto do seu território, onde ainda não conhecemos derrota esse ano. Com todo respeito, não é o CRB que vai ter esse prazer! Mas temos que jogar sério, pois nem nome nem boa fase ganham jogo, o adversário  vem com moral, pois deu uma de Vitória na rodada anterior, só que ao contrário, virou o jogo com um placar de 3 a 0 para o adversário.

A torcida não tem do que reclamar, se bem que sempre tem aqueles que inventam do que reclamar… Enfim, que  vão todos, são todos filhos de Deus e torcedores do Leão. Mas, por favor, só serve se for pra ajudar, apoiar incondicionalmente!! É preciso que a torcida vá, não só para empurrar o time rumo à liderança (amém!), mostrar reconhecimento pelo esforço dos jogadores, mas também para que eles vejam/sintam o tamanho da responsabilidade que carregam, de levar esse clube e essa torcida de volta ao seu devido lugar.

É bom ver o nosso estádio lotado, vermelho e preto, com o som no volume máximo! Nos vemos lá!

 PS: Pegando carona no texto da Felina Jéssica, Nós do Leão Minha Paixão pedimos desculpa a vocês pelas ultimas publicações em nosso perfil, algum torcedor do rival de Itinga, cansado da provocações hackeou um de nossos perfis e espalhou bobagens em nossa linha do tempo e enviou mensagens desrespeitosas para alguns de nossos contatos, reafirmamos o nosso amor ao ESPORTE CLUBE VITÓRIA e o nosso respeito para com cada um de vocês, infelizmente alguns excluíram o perfil da nossa fã page sem que houvesse tempo de nos retratarmos sobre o episodio.

Valmerson Santana/Leão Minha Paixão

PS2: Como publiquei em primeira mão para vocês a semana passada(minha fonte é forte hehehhe) O goleiro Deola chega hoje a tarde em Salvador e assina com o Vitória, ele já deve assumir a camisa 1 no sábado contra o CRB. Já o Atacante o Willian depende do Imbróglio com Neto Baiano para fechar, assim que houver definição o Vitória se pronunciará sobre a contratação do atacante.

SRN

Para vocês tricoletes que não aguentaram a pressão receba mais essa:

[O OLHAR DA FELINA] O jornal é de ontem, mas a notícia continua sendo de hoje…


Na penúltima edição do jornal Rugido do Leão, distribuído nos jogos do Vitória em casa, a matéria de capa era uma entrevista, com perguntas enviadas por torcedores, cujo “alvo” foi nosso (do Vitória) presidente, Aléxi Portela Jr. Eu não sei de quem é a idealização desse jornal, nem o seu nível de isenção, ou ligação com a diretoria. Enfim, a ideia de ver o presidente responder algumas das nossas inquietações é interessante, e ele, muito solícito, aceitou ser inquirido em pleno aniversário. Tudo muito bom, as perguntas foram bem selecionadas, mas quer saber? Para mim, não disse muita coisa! Ou melhor, muita coisa além do que já sabíamos, além do discurso batido…

Vejo como uma tentativa de mostrar proximidade com o torcedor, transparência, acessibilidade, e até de angariar a simpatia do torcedor pela figura, já tão desgastada, do presidente. É louvável, o caminho é esse, mas se é pra fazer vamos fazer de verdade, com franqueza, com profundidade!

Para começar, que tal admitir os fracassos?

Admitir as falhas não invalida o que foi feito de bom, que deve ser enaltecido sim. Ajuda a fazer um diagnóstico de onde se errou, desse modo as chances de repeti-las são menores. É ótimo que a situação financeira do clube venha sendo equilibrada, que a estrutura tenha sido melhorada, que os profissionais sejam valorizados e tratados com dignidade. Afinal, sabemos que não é só pensando dentro das quatro linhas que podemos construir algo sólido. Pagar os atletas em dia, além de ser uma obrigação, é positivo para a imagem do Vitória, para que atletas, e outros profissionais, queiram trabalhar aqui, falem bem do clube.

O que não é positivo é que profissionais saiam daqui reclamando não terem condições e autonomia para fazerem seu trabalho, pois a modernidade ainda não chegou à gestão do clube no que diz respeito à consciência que cada um tem do seu papel, e, principalmente, de não extrapolar essa função. Às vezes autoridade se faz necessário, mas isso vai de encontro à política que ainda divide espaço com o futebol dentro dos clubes de futebol. Que se acabe com a política, e a politicagem, então! Talvez seja utopia, mas não seria se todos entendessem que estão dentro do clube por um único motivo, que é o bem do Vitória, e não para alimentarem seus egos.

Voltando ao que interessa, para o torcedor é insucesso sim o time ser rebaixado em casa precisando de uma vitória simples (última chance após uma campanha muito ruim, composta de vários jogos e não só esse). É insucesso perder o título baiano, o penta inédito, dentro de casa, de virada, para um time que, com todo respeito, nada tinha demais para nos ameaçar. É insucesso ver o time deixar escapar as chances de subir para o seu lugar devido, a série A, de forma vergonhosa e inexplicável. É insucesso não conseguirmos manter um profissional por algum tempo no departamento de futebol. Muitos podem perguntar “o time precisava ganhar o jogo e não ganhou, a culpa é do presidente?!”. Bem, a análise é mais profunda do que isso, mas não gosto de ficar falando em culpa, sim em responsabilidade; só acho que assumir os fracassos mostra um presidente mais humano, mais torcedor, menos alheio, mais consciente das fraquezas e dos caminhos a seguir.

Creio que a parte mais importante, o motivo de estar repercutindo esse assunto, na qual se esperava um maior esclarecimento, foi aquela em que foi perguntado sobre o futuro do Vitória pós-inauguração da Nova Fonte. Tá, eu sei que ele já cansou de dizer que o Vitória vai continuar mandando seus jogos no Barradão, que este se transformará numa arena, que serão construídos novos campos, que serão feitas obras de melhoria para acesso ao estádio, que isso já foi acordado com os governos… Verdade ou não, o problema é justamente esse, o tempo está passando, e talvez as oportunidades também, ele já cansou de dizer, nós já cansamos de ouvir, e nenhum passo foi dado!

Lógico que não é tudo que pode ser divulgado, não espero isso, mas o torcedor merece saber o porquê dessa lentidão, se pode realmente acreditar nessas melhorias que são prometidas há tempos, ser consultado sobre o que acha melhor, porém conhecendo as verdadeiras alternativas e não acreditando num futuro que não existirá…

Eu sou fã do Manoel Barradas, é minha casa, minha história enquanto torcedora, eu adoro ter um estádio pra chamar de meu! Essa reestruturação é tudo que queremos, se isso tudo saísse do discurso, e do papel, teria enorme prazer em continuar lá, sem qualquer tipo de recalque. Não falo só por minha vontade e paixão, mas por tudo, em todos os aspectos (financeiro, no que diz respeito à tradição, história, identidade), que representa para o Vitória ter um estádio particular. Mas eu também não gosto de ficar para trás, eu não gosto de ser enganada, eu não gosto de falsas promessas, eu não gosto obras que levam décadas para acontecer, eu não gosto de inércia…

Obrigada por nos responder, presidente, mas o tempo não pára (com acento mesmo, by Cazuza), e eu continuo querendo saber!

 

 

Por que tanta crueldade com o torcedor?


Não tenho a pretensão (ruim) de fazer parte da única torcida que sofre nesse mundo (tantas outras torcidas são humilhadas com goleadas, vexames, anos e mais anos de jejum de título, etc), mas como o meu time não é um time qualquer e quem sente a sua dor é que geme, devo protestar, quando o Vitória quer machucar a torcida é com requintes de crueldade…

Parece que há uma intenção secreta, sobrenatural para os mais supersticiosos, bem real para os mais conspiradores, em fazer com que a torcida desacredite do clube, tipo “nem vou me empolgar, já conheço o Vitória!”. Sempre quando as coisas parecem caminhar bem vem aquele balde de água gelada, aquele choque, aquele jogo que nos mata de raiva e vergonha, e que às vezes é num momento tão decisivo que acaba se tornando uma tragédia para o torcedor nunca mais esquecer.

É meio clichê, mas tem coisas que só acontecem com o nosso time… Muitos dirão que é uma sina, um carma. Outros dirão que os culpados são bem de carne e osso, além dos culpados imediatos (os protagonistas), que são aqueles que dirigem o “espetáculo”. Há quem coloque a culpa até na plateia…

Não vou fazer um histórico, mas todos sabem que o futebol no Esporte Clube Vitória durante muito tempo foi negligenciado, amador, talvez até pela raiz de não ter sido fundado com esse foco, o objetivo de ser um clube de futebol, vencedor. Mas ao longo do tempo o progresso foi chegando e, sobretudo nas últimas décadas, essa mentalidade foi mudando dentro do clube e no meio da torcida. Ao menos nas lembranças que tenho, de um tempo não muito distante, até porque eu não sou tão velha assim, o Vitória não se portava como qualquer um, não era um adversário fácil de ser batido, entregue, principalmente em seus domínios. Não importava o que o Vitória precisasse fazer, se ia jogar no Barradão já era meio caminho andado!

Claro que os reveses acontecem, afinal é esporte, e mais do que em qualquer esporte no futebol acontece o imponderável. O torcedor tem que estar preparado para a parte ruim que é perder, e também para um mau dia, em que Murphy resolve entrar em ação, o problema é quando isso se torna uma constante… Vejam que não estou falando em derrota, que faz parte, falo em postura derrotista. E aí é que entra a pergunta, cadê o Coração de Leão? Quando, como, esse espírito desapareceu? Quem deixou desaparecer? Várias perguntas…

Seja qual for a explicação para esse mistério que atormenta o torcedor essa situação é muito triste. Até irritante às vezes, pois confesso que, apesar de compreender, não gosto quando vejo algum torcedor sempre prevendo o pior, com uma amargura crônica, incrédulo. E nem posso dizer que a desconfiança do torcedor é sem razão, mas a cada nova oportunidade prefiro acreditar que vai ser diferente. Acreditar não é se iludir, é não se deixar levar a desacreditar pelo medo do que já passou. Não é que eu seja boba, ou queira ser “torcedora-modelo”, é que simplesmente eu não vejo graça em torcer se não for assim.

Não quer dizer que ache isso tudo normal, jamais, pelo contrário, não aceito esse Vitória, não devemos aceitar esse Vitória!

Dizem que amar é para os fortes… Torcer é para os fortes… E torcer pelo Vitória é para os Guerreiros!

PS: Tentei atualizar o blog hoje pelo celular mas não tive sucesso, e como o texto de Jéssica compreende perfeitamente o que eu queria dizer, nada melhor do que presentear a vocês com este bom texto.

PS2: Zedagalera, fica terminantemente proibida a sua partida desta tribuna, o que é isso meu irmão? Mesmo com todas as dificuldades eu tenho segurado o blog por causa de vocês, e mesmo com as decepções que Alexi e  Cia me fazem passar, eu sei que  não posso vos abandonar. Por tanto, não aceito a sua saída de maneira alguma.

PS3: Fábio não irá deixar de publicar seu bons textos no CRN, tenho certeza que o sangue metaleiro dele não irá deixar, Fábio não é menino RESTART.

PS4: A bruxa esta a solta, Larissa saiu do GE, Zé da Galera querendo sair do LMP, Fábio querendo deixar o CRN, e eu recebi proposta para deixar esta tribuna.

[O Olhar da Felina] Vamos Subir, Nêgo! nº2


Calma, gente, eu sei que não chegamos nem a um quinto do campeonato, além do mais, eu sou Rubro-Negra, não faço parte da torcida irracional (by Paulo Carneiro)!

É cedo para fazer algum prognóstico, aliás, para que servem os prognósticos mesmo, se o Vitória, só pra contrariar, quase sempre faz o contrário?!

Em 2011 o Marketing do Vitória lançou uma campanha divulgada na internet, na TV, “Bote Fé, o Leão vai subir!”. Eu achei a ideia super legal, o vídeo da campanha, o Barradão, os torcedores, cada um torcendo do seu jeito, eu, você… Tenho até a fitinha que recebi num dos jogos, não sou supersticiosa, mas guardei, não tinha porque me desfazer. Não deu certo, os discursos bonitos deram esperança (uma meia-esperança, para quem já conhece a nossa diretoria e acredita que de boas intenções o inferno está cheio), mas as ações não!

Muitas contratações, pouco critério, muito dinheiro jogado fora (dinheiro não era problema), trocas de técnico, campanha irregular, maioria do tempo fora do G4, ressurgimento, esperança até o último momento, e fracasso, é, mas não fomos “injustiçados”…  Depois da perda do Campeonato Baiano para o time de Feira claro que a torcida se ressabiou, porque não dizer se revoltou, pela forma como tudo aconteceu, do mesmo jeito que viria a acontecer alguns meses depois no fatídico jogo que não ouso citar, já citando (eu hein, tá amarrado!). Os mais pessimistas desistiram antes mesmo de o campeonato começar. Mas quando o torneio começou não tinha jeito, para o torcedor é torcer ou torcer (e pedir uma ajudinha dos céus), como diria  Paulinho Moska, “é tudo novo de novo, vamos nos jogar onde já caímos”…

Por falar em já caímos, comecei esse texto para relembrar bons momentos, afinal, até nas adversidades tem algo de bom para rememorar, o tão esperado final feliz. A campanha do marketing não deu muito certo, falando assim até parece que a culpa foi deles, enfim, o grito que agita mesmo a torcida e empurra o time, mas que, de todo coração, gostaríamos de não ter mais que entoar, é o seguinte: Ôôôô Vamos Subir, Nêgo! Vamos Subir, Nêgooooo!!

Pausa para respirar fundo…

Já deu certo! Depois de voltar do inferno da “cerei C”, onde deixou o rival, o Vitória disputou a segundona em 2007, não fizemos uma campanha espetacular, mas suficiente, confirmando o acesso com duas rodadas de antecedência. De volta a 2012, apesar de cedo, repito, fazendo uma análise dos resultados até aqui, jogamos três partidas fora de casa e vencemos duas (!), para um time que tem dificuldade quando sai dos seus domínios, independentemente da força do adversário, está bom; uma derrota (fora de casa) e um empate. Esses breves números não são apenas números, eles parecem retratar uma mudança na postura do Leão ao jogar longe do Santuário, some-se isso a volta da “mística” do Barradão, que ultimamente nos relegou em alguns momentos decisivos (tá, eu sei de quem é a culpa, de vez em quando é bom acreditar nessas coisas), e ninguém nos segura.

Quanto ao futebol, sabemos que ainda estamos devendo, este sim precisa de alguns ajustes, regularidade, para que a matemática possa entrar em campo e confirmar o que todos esperamos. E que possamos, ao final desse ano, com algumas rodadas de antecedência (que a torcida merece um refresco), brigando pelo título (amém!), cantar novamente:

Ôôôô Eu já subi, Nêgo!!!