Qual será a nossa casa ? Qual é a posição dos pré-candidatos ?


barradão lotado

POR: ROBSON LEÃO

 

Prezados amigos,

 

De início, gostaria de registrar que tive coragem de escrever estas singelas palavras em razão da possibilidade real de um debate entre as “três correntes políticas” do clube e sua torcida.

Finalmente, após 114 anos, apesar do anacronismo total do estatuto, o Vitória deve contar com chapas de oposição para apreciação dos sócios.

Ao revés da TUI, que teceu críticas ao debate instalado recentemente, acredito que a divulgação de proposta eleitoral é legítima a qualquer um sócio/torcedor (obs. Desistir de ser associado em virtude do estatuto, mas, se fosse, confesso que, em princípio, estaria inclinado a votar no msmv).

Neste contexto, como questão essencial ao debate, devemos indagar qual será o “mando de campo do Vitória no futuro ?????”.

O texto publicado neste espaço de discussão com o título BARRADÃO X FONTE NOVA: um debate urgente e fundamental, escrito por Jean Gerbase e referendado por inúmeros colegas de prestígio foi, em meu entendimento, o texto base para qualquer discussão.

Naquela oportunidade, o autor ressaltou a arquitetura de estádio alemão como referência para o Barradão.

A temática também foi tratada de modo contundente por Valmerson.

Além disso, não podemos deixar de mencionar o posicionamento de Fábio de que nosso clube poderia utilizar a Fonte Nova em alguns jogos.

Ocorre que, em  tese a temática continuar sendo discutida há anos, Alexi Portela não oferece uma resposta definitiva do seu plano. Ademais, os candidatos governistas também não apresentam uma proposta clara para a torcida e associados.

Fizeram um acordo para a realização de “jogos experimentais na Arena Fonte Nova” e, paralelamente, divulgaram nota acerca de suposto projeto de via expressa da Paralela ao Barradão.

Depois, tivemos  o comentário do candidato governista, Sr. Carlos Falcão, no sentido de que o Governo do Estado estaria de parabéns com a obra que alavancaria o futebol da Bahia. Como ? Será ?

O MSMV tem discutido a temática há algum tempo e também não apresentou o posicionamento definitivo que, segundo espero, deve ser apresentado à torcida na época da apresentação da chapa (como um autêntico compromisso de governo).

A candidatura de Peter/ Larissa (vitóriaséculo xxi) traz a proposta (sem comprovação de viabilidade técnica/ econômica e fática) de construção de uma arena pela metade do preço da Arena Fonte Nova.

arena do jacaré vazia

 

Pessoalmente, entendo que não há razão que motive acordo definitivo entre o Vitória e o Consórcio Arena Fonte Nova. Não foi por acaso que a Diretoria do Atlético/ MG assinou um contrato de 10 anos com a Arena Independência e se recusou a assinar com o Mineirão (ou será que o Galo Mineiro esta no prejuízo em jogar a Libertadores no Independência ???)  !!!

Apesar de algumas limitações, o Vitória construiu um Estádio particular respeitável onde, inclusive, já disputamos jogos internacionais oficiais, decisões de campeonatos nacionais, regionais e estaduais.

Por outro lado, no Estádio próprio, o clube tem a possibilidade de definir sua política de preço de ingressos, oferecer a possibilidade de publicidade aos seus parceiros e colaboradores e instalar equipamentos ligados ao próprio clube (memorial/ loja conceito/ promoções …..).

Ademais, não interessa ao Vitória jogar em um estádio com lotação de 50.000 se a média de público anual histórica do clube é de 12.000 por jogo.

No entanto, de fato, após a Copa de 2014, o paradigma acerca dos estádios de futebol no Brasil será alterado.

Isto implica reconhecer que o clube precisa de uma definição e, sendo o caso, adotar as medidas necessárias de adequação.

arena do jacare maquete

Desta forma, restaria três alternativas ao Vitória:

I. Reformar o Estádio Manoel Barradas.

II. Projetar a construção de uma Arena Nova.

III. Lutar pela concessão do Pituaçu.

arena do jacaré lotada

Pessoalmente, acredito que o caminho mais simples seria a negociação de concessão da Arena Pituaçu, mas acredito que governo nenhum tem interesse nisso.

Desta forma, teríamos duas alternativas:

I. Reformar o Barradão.

II. Construção de uma nova arena.

arena do jacaré entradasmapa_cruzeiro_arena_do_jacare

Antes de qualquer decisão, caberia a Diretoria definir qual seria a capacidade de público ideal para o Vitória.

Em minha opinião, o ideal seria a capacidade mínima para jogos oficiais internacionais decisivos, ou seja, 30.000.

Desta forma, teríamos uma taxa de ocupação média de 40% por jogo (considerando a média histórica do clube). Essa é a taxa de ocupação mínima para um estádio rentável na
Europa (o custo operacional de um estádio é elevado).

Assim, a reforma do Barradão ou a construção de uma nova arena deveria levar em conta essa capacidade de público.

A reforma do Barradão, em nosso entendimento, teria um custo menor e teria a facilidade da estrutura de CT já contar com vários campos de futebol etc … .

Não sou engenheiro e nem arquiteto, mas acredito que com 50% do que se gastou em Pituaçu (corrigido pelos índices oficiais) o ECV consiga transformar o Barradão em um estádio confortável.

A Arena Pituaçu também está encravada no outeiro, mas, em meu entendimento, a arquitetura mais próxima do Barradão seria a da Arena do Jacaré (observem no site do Democrata Futebol Clube).

Trata-se de um estádio muito simples construído sob um morro com um prédio administrativo de um dos lados do campo (arquitetura muito próxima a do Barradão) utilizado, por quase dois anos, como casa do Cruzeiro, Atlético e América.

Não sou a favor dos projetos mirabolantes de construir mais arquibancadas pelo morro e nem fechar a ferradura, uma vez que, o investimento seria gigantesco e o retorno econômico improvável.

Sou torcedor do Vitória e não do Barradão, de modo que, o Estádio deve ser o mais rentável para o clube e com o menor investimento possível (por isso, a sugestão de utilizar a Arena do Jacaré como paradigma).

Ocorre que, a Arena do Jacaré só comporta 20.000 torcedores sentados em cadeiras. Além disso, a Arena do Jacaré conta com um lance de cadeiras ao lado da imprensa (que, possivelmente, não seria possível no Barradão em razão do CT).

De todo modo, a destruição do atual prédio de imprensa seria necessária para viabilizar a construção de um prédio administrativo mais moderno e próximo ao gramado (para aumentar a área do estacionamento de camarotes).

Não seria possível colocar cadeiras em todo estádio em virtude do objetivo de manter a capacidade de público  próximo a 30.000. Aumentaria a quantidade de cadeiras de 6.500 para algo em torno de 13.000/ 15.000 e ampliaria a quantidade de rampas de acesso e escadarias além de dotar o equipamento com uma cobertura.

Provavelmente, o Barradão teria a capacidade diminuída para 25.000 e, neste contexto, seria necessário atuar na Fonte Nova em caso de decisões internacionais (o que nunca aconteceu em nossa história).

É isso que o Santos, o Atlético Mineiro, Vasco etc  fazem e não vejo problema do Vitória também utilizar a Arena Fonte Novas esporadicamente…. .

Não teríamos a capacidade ideal (30.000), mas teríamos um equipamento confortável para utilizar em 95% dos jogos oficiais.

Se a via expressa sair do papel, essa alternativa se tornará mais palpável.

Para comparar, vamos observar a arquitetura dos estádios no documento anexo.

De fato, a Arena do Jacaré se assemelha com o Barradão.

Basta observamos a Avenida em uma extremidade do Estádio e o Estacionamento em outro ponto.

 

Por outro lado, existe ainda um prédio administrativo com lances de cadeiras menores.

Em anexo, mapa da Arena do Jacaré com oito setores de cadeiras na ferradura e 2 no prédio administrativo.

 

A modernização do Barradão, para mim, deveria envolver:

 

I. Um aumento no número atual de cadeiras (no mínimo, o dobro).

II. Maior quantidade de escadarias na parte central e na lateral do lado do estacionamento.

III. Cobertura, pelo menos parcial, para abrigar os torcedores na ferradura.

IV. Destruição completa do prédio administrativo para construção de um prédio com pequeno lance de cadeiras como na Arena do Jacaré (isso poderia implicar no sacrifício de parte do 3º campo – poderia reduzir o tamanho para transformá-lo num campo society (parta treinar goleiros e treinos específicos) que teria capacidade total c/ camarotes para cerca de 1.000.

Teríamos 03 setores de cadeiras (Central: mais caro c/ 3.000 cadeiras / Setores 1 e 2 c/ 6.000 cadeiras cada com visão frontal do campo e na esquina da ferradura entre a parte central e o fundo do gol.

03 setores de arquibancada.

Setor 1. Que abriga a TUI atrás do gol com capacidade para 5.000

Setor 2. Atrás do gol contrário para torcida do Vitória.

Setor 3. No canto atrás do gol contrário a TUI para visitantes.

 

A construção de uma nova arena, em meu entendimento (proposta do vitóriaséculoxxi), deve ser analisada a partir da possibilidade de se comprar um terreno para o Estádio (com localização privilegiada) e outro mais distante para construção de um novo CT (pessoalmente, acho uma proposta vaga e de difícil execução).

Sem a garantia de que o clube contará com um novo CT totalmente construído  e um terreno privilegiado para a arena em troca da área de 300.000 m2 do atual complexo do barradão/ ct/ toca do leão …, não podemos nem pensar nessa possibilidade.

O Vitória precisa de um CT com, no mínimo, 4 campos oficiais e dois campos com grama sintética semi oficial para os profissionais e as divisões de base.

Sim, porque eventual endividamento seria com o custo do estádio (e só).

Se fosse optar por um modelo de arena para o Vitória, optaria pelo modelo da Arena Independência de Belo Horizonte (custo de 125 milhões).

De fato, muito mais simples do que a Super Fonte Nova, mas um espaço adequado ao nosso clube. O Estádio Independência conta com 23.950 lugares, sendo que, para aumentar a capacidade de público para 30.000, substituiria 6.500 cadeiras por 13.000 espaços de arquibancada para possibilitar o acesso por preços mais baratos para parte da torcida.

Outra possibilidade seria o singelo Frasqueirão do ABC que, após a conclusão teria a capacidade para 25.000.

O custo da Arena Independência foi de 125 milhões, mas acho que, atualizando, o custo seria de cerca de 200/ 250 milhões.

Pessoalmente, prefiro a alternativa de estudar a possibilidade de reforma do Barradão (utilizando a Arena do Jacaré como paradigma), mas acredito que o posicionamento deve ser analisado com mais profissionalismo do que o mero achismo desse humilde torcedor.

A convicção inicial reside no fato de que, mesmo que o atual patrimônio possibilite a aquisição de um novo CT e de um terreno para construção do Estádio (o que implicaria numa negociação muito vantajosa para nós), o Vitória teria que investir no mínimo 200/ 250 milhões.

Por outro lado, uma reforma no Barradão poderia ser feita com investimento entre 30/ 50 milhões.

Isso sem falar no custo operacional de manter um CT distante do Estádio.

Por outro lado, uma modernização do Barradão poderia ser feita por 1/5 desse valor, apesar de não tornar nosso estádio tão bonito quanto seria a segunda opção.

Visualmente, ficaria parecido com a Arena do Jacaré, mas poderia contar com uma cobertura para maior conforto.

 

De qualquer modo, a única convicção que tenho é que não temos motivos para transferirmos nosso mando de campo para a Fonte Nova a troco de nada (com o encantamento juvenil de Carlos Falcão e cia), uma vez que, o modelo do estádio atende as necessidades da copa, mas não do Vitória.